A inauguração da ponte de Guaratuba em maio marcou uma nova fase no litoral do Paraná, encerrando décadas de travessia por ferry-boat. Porém, um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) trouxe à tona preocupações relevantes. A auditoria identificou falhas no edital e no contrato da obra, que podem gerar custos adicionais, disputas judiciais e dificuldades na fiscalização.
Entre os principais pontos, o documento destaca a ausência de regras claras sobre quem deve arcar com despesas decorrentes de imprevistos técnicos, além da falta de delimitação precisa das obrigações da construtora e dos espaços para inovação.
Também foram apontadas fragilidades nos critérios de medição e pagamento, o que compromete a transparência e a segurança na liberação de recursos públicos.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) contestou parte das conclusões, argumentando que contratos de engenharia permitem ajustes progressivos. Ainda assim, três dos quatro apontamentos permanecem em análise.
O consórcio responsável pela obra confirmou que discute valores adicionais com o governo, reforçando os riscos previstos pela auditoria.






