
Após oito décadas sem registros, o guará (Eudocimus ruber), ave de plumagem vermelha intensa, voltou a ser visto em grande número na Baía de Guaratuba. O reaparecimento, inicialmente registrado entre 2017 e 2018, hoje já soma milhares de indivíduos e é considerado um marco ambiental para o litoral paranaense.
Pesquisadores apontam que a presença da espécie indica recuperação dos manguezais e equilíbrio ecológico. O guará depende diretamente desses ambientes para se alimentar e repousar, tornando-se uma espécie guarda-chuva: sua proteção beneficia todo o ecossistema associado.
O retorno tem forte simbolismo para Guaratuba, município que carrega o nome da ave. Além do impacto ambiental, a concentração dos guarás impulsionou o turismo sustentável. A chamada “ilha dormitório”, onde centenas de aves repousam ao entardecer, tornou-se atração para observadores e visitantes. Passeios embarcados e cursos de capacitação em ecoturismo e pesca esportiva vêm sendo promovidos, fortalecendo a cultura caiçara e gerando renda local.
Instituições como o Instituto Guaju, em parceria com universidades e órgãos ambientais, lideram ações de monitoramento e educação comunitária. Apesar dos avanços, o local exato de reprodução da espécie ainda é desconhecido, representando desafio e oportunidade para novas pesquisas.







